Conhecida popularmente como ombro congelado, a capsulite adesiva no ombro é uma patologia caracterizada por causar fibrose, espessamento e perda progressiva dos movimentos do ombro. Ocorre o aparecimento de inflamação na estrutura anatômica que reveste a articulação do ombro, chamada cápsula articular, conforme figura a seguir (ver também anatomia do ombro).

A dor costuma ser progressiva e se prolonga de modo anormal por semanas ou meses (fase inflamatória ou dolorosa). Com o tempo (3 a 6 meses), ocorre perda progressiva dos movimentos do ombro em todas as direções (fase de congelamento), somando-se os dois problemas: dor e incapacidade funcional.

Principalmente no período inicial, a dor é intensa e causa muito desconforto, sendo às vezes necessária a associação com uso de medicação analgésica extremamente forte.

Causas

De origem ainda incerta, a capsulite adesiva no ombro pode estar associada a:

  • Fatores genéticos
  • Alterações hormonais (doenças da tireóide, diabetes, etc.)
  • AVC (acidente vascular cerebral)
  • IAM (infarto agudo do miocárdio)
  • Traumas na região
  • Imobilizações prolongadas do membro superior, doenças cervicais, entre outras 

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por um ortopedista especialista em capsulite adesiva no ombro, por meio de exame físico e complementar. Comumente também é realizado um teste em que se injeta um anestésico na articulação e, para os casos de capsulite adesiva, os pacientes sentem alívio na dor, mas a mobilidade não é restabelecida.

Fique atento(a)!

É muito comum que o paciente receba o diagnóstico de outras doenças como bursite, tendinite ou síndrome do impacto, pois os sintomas são semelhantes. Exames como radiografia ou ultrassonografia não são eficientes para identificar alterações na capsulite adesiva, mas auxiliam para descartar outras patologias.

Tratamento

O tratamento depende da fase em que se encontra a capsulite adesiva, mas costuma ser composto por medicação e fisioterapia. Outras alternativas incluem injeções de anestésico (bloqueio do nervo supraescapular), manipulação articular sob anestesia ou cirurgia, dependendo da resposta ao tratamento não-cirúrgico (conservador).

Sabe-se que o período de sintomas e incapacidade podem durar em média de 1 a 2 anos, havendo casos em que os sintomas se prolongam até 3 anos. Apesar disso, a capsulite adesiva tem história natural de melhora espontânea (autolimitada) na maioria dos casos, e as várias modalidades de tratamento empregadas visam promover conforto aos pacientes, com mais controle da dor e melhora funcional.

Consulte um ortopedista especialista em capsulite adesiva no ombro e solicite uma avaliação!

O Dr. Carlos H. Ramos é ortopedista especialista em ombro e cotovelo com 20 anos de experiência na área. Conheça os locais de atendimento e agende a sua consulta!