O ombro conecta o braço ao esqueleto central e representa a articulação do corpo com maior amplitude. Essa liberdade de movimentos ocorre graças a junção da extremidade superior do osso umeral (1) com a superfície articular da escápula (2). A seguir, saiba mais sobre o funcionamento desta incrível articulação!

Compreendendo o funcionamento do ombro: uma complexa articulação

O ombro é formado por ligamentos, músculos, tendões e ossos – escápula (3), clavícula (4) e úmero (5) –, todos, de certa forma, conectados ao esterno (6), ou seja, ao osso do peito.

Unindo o úmero à escápula surge a principal articulação do ombro, a chamada articulação glenoumeral (7) cuja função é viabilizar a rotação e o movimento de aproximar-se e afastar-se do corpo. Além dessa, há também a articulação acromioclavicular (8), formada a partir da junção da escápula com a clavícula que permite a elevação do braço, e a articulação esternoclavicular (9) pela junção da clavícula ao esterno.

A estabilidade e amplitude dos movimentos do ombro são garantidas por um grupo especial de ligamentos e tendões existentes ao redor da junta. Os ligamentos que circundam e unem os dois ossos atuam como uma espécie de “vedação” da articulação – ligamentos glenoumerais e a cápsula articular (10).

Outra estrutura importante na estabilidade da articulação do ombro é o lábio glenoidal. O labrum (11), como também é chamado, é um anel de fibrocartilagem (semelhante ao menisco do joelho) que acomoda a cápsula articular (10) no osso glenoidal (12).

E não para por aí! Vários tendões e músculos passam ao redor do ombro e estão diretamente relacionados aos movimentos. O principal grupo é o manguito rotador (13), formado por quatro músculos que mantém o úmero encaixado na escápula, ajudando a manter o ombro estável.

São eles: supraespinal (14), subescapular (15), infraespinal (16) e redondo menor (17) que, atuando em conjunto com o potente músculo deltóide localizado na camada mais externa do ombro, tornam-se os principais responsáveis pelos movimentos de circundação, rotações e abdução (elevação).

Entre a superfície do manguito rotador e o acrômio, o espaço é estreito e durante os movimentos naturalmente ocorre um contato entre as estruturas. Para evitar este constante atrito, existe uma espécie de acolchoamento e lubrificação decorrente da presença de uma membrana em forma de bolsa conhecida como bursa – existente em várias partes do corpo. No ombro, as principais chamam-se bursa subacromial (18) e subdeltóide (19).

Outro tendão extremamente importante no ombro é o bíceps com sua porção chamada “longa” – cabeça longa do bíceps braquial – que se origina na parte superior da cavidade glenoidal e atravessa a articulação do ombro, correndo sobre a cabeça umeral até deixar o ombro na porção anterior do braço.

Além destas estruturas anatômicas há também vários outros músculos, nervos, artérias e veias que passam ao redor do ombro. Observe nas imagens a seguir:

Fique atento(a)!

Inúmeros fatores podem lesionar o ombro como, por exemplo, traumas, levantamento de peso em excesso, má postura ou mesmo o avanço da idade. Se a lesão não for tratada da maneira correta e com agilidade pode resultar em inflamações (bursite e tendinite) e rupturas (tendão, ligamento, manguito rotador etc). Muitas vezes, simples iniciativas como repouso e fisioterapia já são suficientes para normalizar a situação. Por isso, busque auxílio de um ortopedista e peça uma avaliação do seu caso!

O Dr. Carlos H. Ramos é ortopedista especialista em ombro e cotovelo com 20 anos de experiência na área. Conheça os locais de atendimento e agende a sua consulta!